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Professores de aldeia em SC cursam nível superior


Por patricia.pieper 22/03/2011 - 01h17


Apesar das dificuldades que enfrentam na aldeia para ensinar, professores da aldeia Kuriy, que fica na cidade catarinense de Biguaçu, fazem parte de um grupo de 120 índios que começaram um curso superior na Universidade Federal de Santa Catarina, em fevereiro.
O curso, chamado licenciatura intercultural indígena do sul da mata atlântica, tem como objetivo melhorar a formação dos professores e torná-los mais ativos, principalmente nas questões ambientais e fundiárias. O vestibular teve 400 inscritos. Esse é o vigésimo segundo curso do tipo no país.
Um total de 20 universidades federais oferece licenciaturas específicas para indígenas. Pelo modelo do programa, a instituição se responsabiliza pelas aulas e o governo federal arca com os cursos, a hospedagem e a alimentação dos índios.
De acordo com o Ministério da Educação, o investimento por aluno é de 4 mil reais por ano. A intenção é que os 12 mil professores indígenas do país estejam formados em 6 anos.