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ONU ataca governo iraniano que condena adúltera à morte


Por marciobasso 05/08/2010 - 11h16

Peritos da Organização das Nações Unidas atacaram ontem a decisão do governo do Irã de condenar à morte a iraniana Sakineh Ashtiani por adultério e exigiram uma explicação de Teerã. As críticas dominaram a sabatina à qual o Irã foi obrigado a se submeter, em Genebra, na Suíça.
O Irã – que mudou o teor da principal acusação contra Sakineh, de adultério para assassinato – negou-se a tratar do assunto. O perito guatemalteco José Francisco Cali lembrou que as Nações Unidas já tinham recomendado em 2003 que o Irã interrompesse as execuções de mulheres acusadas de adultério.
Foi o diplomata brasileiro José Augusto Alves, que atua na ONU como perito independente, que alertou sobre a questão de Sakineh de forma mais enfática. “A condenação por adultério e o apedrejamento são uma clara violação de direitos humanos”, disse. Hoje, o governo do Irã terá de dar uma resposta sobre o assunto na ONU. Mas indicou ontem que não acredita que a entidade seja o local apropriado para tratar do tema.
Fonte: Yahoo e Estado de SP