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Internação por queimadura é grave em quase metade das ocorrências


Por marciobasso 29/06/2010 - 02h26

Quase metade dos 2.732 pacientes que passaram por uma unidade de saúde pública no Estado em 2009 com queimaduras tinha estado grave ou de urgência, segundo aponta levantamento feito pela Secretaria de Estado da Saúde. Foram 218 pessoas atendidas com urgência com quadro de grande ou média queimadura e 1.013 que passaram por tratamento para grande queimadura.
Só na Grande São Paulo, as unidades atenderam 963 pacientes queimados, dos quais 327 casos foram considerados graves. Além da Capital, as regiões de Piracicaba (128), São José do Rio Preto (229) e Vale do Paraíba (214) concentram os tratamentos mais graves por terem unidades de referência para queimaduras.
São considerados casos de grandes queimaduras aquelas que ocupam mais de 40% do corpo ou atingem locais considerados vitais, como rosto, cabeça ou tronco. Em geral, demandam internação e cuidados intensivos.
O número total de casos em 2009 é menor do que no ano anterior, quando o Estado atendeu 201 pessoas a mais pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Naquele ano, foram 293 casos de urgência com quadro de grande ou média queimadura e 1.058 casos de tratamento por grande queimadura.
Os principais agentes causadores dos acidentes são os líquidos inflamáveis, como álcool, gasolina ou querosene, e os escaldamentos com líquidos ferventes, como óleo e água. Nesta época do ano, no entanto, os fogos de artifício também assumem o papel de “vilões” faz queimadiras.
“O álcool é o grande vilão mas sazonalmente nesta época de festas juninas e Copa do Mundo, o fogo de artifício vira um agente potencial. Pelas características, ele pode tanto queimar, pois gera fogo, como mutilar com as explosões que causa”, afirma o médico José Antônio Cezaretti, supervisor de cirurgia plástica e queimados do Hospital Estadual de Vila Penteado, uma das referências para queimados na capital.
Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo