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‘Fábrica Verde’ incentiva empreendedor através do paisagismo


Por marciobasso 24/08/2010 - 09h34

Os alunos do Projeto Fábrica Verde serão colocados à prova na próxima segunda-feira, 30 de agosto, quando farão a Primeira Feirinha de Plantas Ornamentais do programa. Todos serão responsáveis pela produção das plantas, que terão preço simbólico de R$ 1. 

“Todo o resultado obtido irá para o bolso deles. Será o primeiro contato dos alunos com o público externo”, observa o professor Wagner Morais. A feira será realizada das 9h às 15h, em frente do portão principal do Centro Universitário Adventista de SãoPaulo (Unasp), na Estrada de Itapecerica, 5.859, CapãoRedondo.
Mais informações sobre o evento podemser obtidas pelo telefone (11) 32244-6024 ou peloe-mail fabricaverdejardins@gmail.com.
Alavanca para o empreendedorismo

Usar a jardinagem e o paisagismo para empreender. Este é o objetivo do Fábrica Verde, projeto realizado em parceria pela Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho(Semdet) e do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp). Supervisionado pelo Programa Operação Trabalho (POT), da Semdet, o Fábrica Verde tem como intuito capacitar o munícipe que esteja desempregado e possua uma renda familiar de baixo poder aquisitivo.
“No Programa Operação Trabalho são desenvolvidos vários projetos, e o FábricaVerde é um deles. Ele permite que os trabalhadores desempregados tenham uma oportunidade de qualificação profissional e possam gerar trabalho e renda”, explica a supervisora do POT, Fátima Pando. Na classe, tudo é voltado a fazer com que os alunos possam trilhar seus próprios caminhos. O principal motivador é o professor. As aulassão ministradas pelo engenheiro agrônomo Wagner Morais, que busca estimular o lado criativo de seus pupilos.
“Aqui procuramos passar a jardinagem com noção de paisagismo, tendo em vista o empreendedorismo. Queremos estimular os alunos a empreender. Procuro mostrar para eles que a muda não é uma planta, mas sim R$ 1”, conta o professor.
As aulas
As aulas têm duração de um ano, sendo seis meses na Unasp e outros seis com acompanhamento externo. “Elas são divididas em teóricas e práticas. As teóricas contam com quatro apostilas (módulos), além de quatro trabalhos teóricos referentes ao tema. Já as práticas possuem atividades na estufa, no canteiro e na compostagem instalados na Unasp”, fala Morais.
O professor diz que as mulheres são maioria entre os inscritos nas duas turmas do projeto (períodos matutino e vespertino). Elas procuram o FábricaVerde para se dedicar à floricultura. É o caso de Elaine Souza da Silva. Aos23 anos, ela conheceu a iniciativa quando fazia um exame pré-natal. Desde então, tem atuado com afinco nas aulas.“Eu trabalhei numa floricultura por três anos. Então, eu já tinha alguma noção de trabalhar com plantas. Depois do curso, meu objetivo é abrir minha floricultura. Eu sei que dá bastante dinheiro”, comenta Elaine.“Aqui estou aprendendo a cultivar, a plantar. Tudo aqui a gente planta. O legal é isso”.
Já os homens possuem perfil para a jardinagem. No caso de Sérgio Vicentede Brito, de 52 anos, ele pretende ir além. “Tive uma grande surpresa no decorrer do curso. Fiquei com vontade de fazer uma cooperativa na área de plantio de mudas em margens de rios assoreados”, conta.
Independentemente da meta almejada, o Projeto Fábrica Verde semeia em seus alunos a importância da busca por um rumo na vida. Ao plantar a criatividadeem suas mentes, o programa dá a esses trabalhadores a possibilidade dacolheita de frutos jamais imaginados por eles. Por isso, empreender é preciso, asseguram os organizadores.
Fonte: Prefeitura de São Paulo