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Banco Mundial anuncia US$ 500 milhões à Somália


Por marciobasso 25/07/2011 - 05h10

O Banco Mundial destinará US$ 500 milhões à crise de fome no Chifre da África, que se somam aos US$ 12 milhões que já haviam sido colocados à disposição da região.
O anúncio desta segunda-feira vem junto com a reunião urgente sobre o assunto do FAO (Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), realizada em Roma.
Em nota, o Banco Mundial alertou que “é importante para os países do Chifre da África que se preparem para as secas que voltarão a se repetir devido aos efeitos das mudanças climáticas”.
Durante a reunião, o diretor geral do FAO, Jacques Diouf, afirmou que a seca na região provocou uma “situação catastrófica que exige uma ajuda internacional massiva e urgente”. Segundo ele, são necessários US$ 1,6 bilhão de dólares nos próximos 12 meses para combater a fome nos países afetados.
A ponte aérea para proporcionar ajuda alimentar à população do Chifre da África afetada por uma grave seca começará na terça-feira, disse a diretora do Programa Mundial de Alimentos, Josette Sheridan.
Os aviões com a ajuda alimentar chegarão a Mogadício; à cidade etíope de Dolo, que fica na fronteira com a Somália; e a Wajir, no norte do Quênia.
Entre os países mais prejudicados pela crise está a Somália, onde a ONU declarou na semana passada estado de fome em duas regiões do sul do país, Bakool e Baixa Shabelle, algo inédito nos últimos 20 anos.
O vice-presidente do país, Mohamed Ibrahim, pediu à comunidade internacional durante o evento que se abram corredores humanitários para transportar alimentos à população.
Ibrahim disse que as pessoas estão “desesperadas” e requisitou que sejam aumentadas as ajudas ao país.
O vice-presidente criticou ainda “todos aqueles” que não permitiram durante muito tempo a chegada de alimentos às zonas mais afetadas, em referência ao grupo radical islâmico Al Shahad, vinculado à rede terrorista Al Qaeda, controlador de grande parte do sul da Somália.
O grupo segue sem autorizar que as Nações Unidas levam ajuda à população, argumentando que a declaração do estado de crise de fome é uma “propaganda”.

Garotos que fugiram da seca esperam por alimento em abrigo em Mogadício, capital da Somália