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Animal “primitivo” tinha olho de alta precisão


Por marciobasso 12/12/2011 - 11h29

Segundo matéria publicada pela Folha de S. Paulo, fósseis recém-descobertos revelam que o primeiro superpredador da história da Terra “contava com olhos à frente de seu tempo para localizar presas no oceano”. O Anomalocaris (ou “camarão anômalo”) tinha olhos dotados de pelo menos 16 mil lentes de formato hexagonal (provavelmente eram bem mais). Esses olhos eram mais poderosos do que os da maioria de seus parentes vivos hoje, embora ele tenha vivido há supostos 515 milhões de anos, quando, segundo a teoria da evolução, ainda nem havia animais terrestres. Fósseis bem preservados dos olhos do Anomalocaris nunca tinham sido encontrados, até essa descoberta na ilha Kangaroo, na Austrália. As peças foram analisadas pela equipe de John Paterson, da Universidade da Nova Inglaterra. “O material é tão bom que permite a visualização individual dos omatídios, as pequenas lentes que, juntas, perfazem o olho composto”, diz a reportagem da Folha.
Para os pesquisadores evolucionistas, o fato de os olhos do “camarão anômalo” se parecerem com os dos insetos revelaria ancestralidade comum com os artrópodes. Isso é especulação. O fato é que “a visão aguçada reforça outros elementos da anatomia da criatura – cauda e nadadeiras poderosas, corpo hidrodinâmico e apêndices bucais – que sugerem um predador ágil e feroz. Para os paleontólogos australianos, ele devia nadar em águas rasas e claras, nas quais sua visão seria útil”.
A revista científica Nature, na qual a descrição dos olhos do Anomalocaris foi publicada, colocou o invertebrado extinto na sua capa e ainda fez piada na manchete. Citando a célebre resposta do Lobo Mau à pergunta de Chapeuzinho Vermelho, a publicação diz que os olhos grandes do Anomalocaris “são para te ver melhor”.
A matéria da Nature e a repercussão dada em outras publicações como a Folha é paradoxal. Como os darwinistas têm coragem de chamar “primitivo” um ser vivo cuja complexidade supera a dos seus “parentes atuais”? E mais: Como, num tempo evolutivamente tão recuado, pode ter existido um tipo de olho tão extremamente complexo? (É bom lembrar que o Anomalocaris faz parte da enigmática explosão cambriana.) É mais uma evidência de que complexidade específica pode ser observada de alto a baixo na coluna geológica, deitando por terra a ideia de “ancestrais primitivos” que teriam dado origem a seres mais complexos à medida que se avança pelo tempo (um dos “deuses” da evolução).
Tudo o que os darwinistas conseguem ver é a semelhança entre o olho do Anomalocaris e o das moscas, por exemplo, como se isso indicasse ancestralidade e não a assinatura do Designer. O mesmo ocorre com lulas e seres humanos, cujos olhos são muito semelhantes, mas ninguém sugere ancestralidade direta entre ambos.
Quando se avança tanto assim no passado (levando em conta a escala de tempo evolucionista), fica a pergunta: Como pode ter havido tempo suficiente para a evolução de seres tão complexos? Eles simplesmente surgem de repente no registro fóssil? O mesmo ocorre com a água viva (confira) e com o trilobita (confira).
Os olhos grandes do Anomalocaris deveriam abrir os olhos de quem faz vista grossa para as evidências.
Michelson Borges, www.michelsonborges.com.br
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