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Alerta sobre EUA traz pessimismo aos mercados


Por marciobasso 14/07/2011 - 10h26

O alerta feito na quarta-feira à noite pela agência de classificação Moody’s sobre a nota de risco dos Estados Unidos, que foi colocado em revisão para possível rebaixamento, deve provocar mais um dia de pessimismo no mercado financeiro. Na Europa, o dia começou com queda nas bolsas. Às 8h25, a Bolsa de Londres recuava 0,67%, Paris cedia 0,75% e Frankfurt tinha baixa de 0,33%.

"Se o teto da dívida americana não for elevado, ocorrerá uma enorme calamidade financeira", alerta Ben Bernanke, presidente do Banco Central dos EUA


A Itália também deve ser também foco de atenção no dia. O país tenta aprovar um pacote de austeridade e espera economizar 45 bilhões de euros até 2014 com as medidas fiscais, segundo o jornal italiano Il Sole 24 Ore. Quando fez o anúncio do plano, o governo informou que pretendia reduzir seus gastos em 40 bilhões de euros até 2014.
Após emendas no orçamento terem sido aprovadas ontem, as medidas incluem um imposto entre 5% e 10% sobre pensões acima de certos limites e um taxa de 10 euros sobre consultas médicas com especialistas, de acordo com o jornal. O governo pretende obter aprovação do Parlamento para seu plano de austeridade até amanhã, para evitar uma venda especulativa de ativos do país nos mercados financeiros.
Nessa quinta-feira, a Itália já superou um importante teste sobre a confiança do investidor ao vender 4,966 bilhões de euros em bônus, mas teve de pagar yield (retorno ao investidor) mais alto do que em leilões anteriores. O Tesouro do país pretendia vender um total entre 3 bilhões de euros e 5 bilhões de euros e atraiu demanda de 8,570 bilhões de euros.
Os papéis com vencimento em 2016 ofereceram yield de 4,93% – o mais alto desde 2008, segundo a rede CNBC -, em comparação com 3,90% no leilão realizado em 14 de junho, enquanto os papéis para 2026 carregaram prêmio de 5,90%, em comparação com 5,34% no leilão de 11 de março. Os bônus para 2023 tiveram juros de 5,64%, de 4,88% anteriormente, e os títulos para 2017 tiveram taxas de 4,93%, de 3,32% antes.
Segundo analistas, a Itália já completou cerca de 60% de suas necessidades financeiras anuais. O volume pretendido relativamente baixo e a distribuição do leilão em quatro séries de bônus foram vistos pelos participantes do mercado como sinal de cautela do governo italiano.
No começo desta semana uma forte venda de bônus da Itália empurrou os prêmios dos bônus italianos para novos recordes desde a criação do euro e levantou preocupações sobre a sustentabilidade dos custos de financiamento do país. Os investidores temem que a crise não resolvida da Grécia se espalhe para a Itália e a Espanha, que são vistos como grandes demais para serem socorridos.
Mas os investidores dos mercados de bônus se acalmaram no meio da semana, depois de a oposição da Itália prometer que garantirá a aprovação do plano de austeridade do governo. Além disso, ontem a agência de classificação de risco Fitch Ratings afirmou que a dívida pública da Itália “não está em um caminho insustentável” e que o plano de consolidação do país sustenta a nota de risco atual (AA-). As informações são da Dow Jones.